UPDIKE IN PORTUGUESE: BRAZILIAN RESOURCES AND COMMENTARY
Updike em Português: Fontes e Comentários Brasileiros
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Última atualização - 15 de Agosto de 2007
Last Update 15 August 2007
News Updates in Portuguese Thanks To Professor Carla Alexandra Ferreira
Carla Alexandra Ferreira is a Professor Doctor at UNESP at Modern Languages Department - English Area. At UNESP she has been developing the project "Figurations of the Real in post-modernity: a political reading of John Updike's work. She has also been part of a project at USP about women writers in the nineteenth century English Literature. Her Doctorate thesis is THE COUP AND BRAZIL: A READING OF NORTH BY SOUTH. (which can be found in the virtual library of USP - www.teses.usp.br)
A Profª Draª Carla Alexandra Ferreira é docente na UNESP, Campus de Sao Jose do Rio Preto, no Departamento de Letras Modernas, Área de Inglês. Tem desenvolvido o projeto "Figuracoes do Real na pós-modernidade: uma leitura política da obra de John Updike. Também é membro de um projeto na USP sobre escritoras inglesas no século XIX. Sua tese de doutorado é entitulada
THE COUP e BRAZIL: uma leitura do norte pelo sul (que pode ser encontrada na biblioteca digital da USP, no site www.teses.usp.br)
Write Professor Ferreira at the university: carlafer@ibilce.unesp.br .
O mais recente sucesso de John Updike,
Terrorist, publicado nos Estados Unidos em 2006, agora pode ser encontrado
no Brasil. O
Terrorista
foi traduzido por Paulo Henriques Brito e publicado pela Companhia das Letras
e já se encontra nas livrarias de nosso país. Trata-se de um
suspense sobre um jovem norte-americano de mae irlandesa e pai egipicio que,
apos ter-se convertido ao o islamismo, eh convencido a explodir o tunel que
liga NY a Nova Jersey. O desfecho eh inesperado. Vale a pena conferir mais
um grande livro da obra de Updike.
07/15/07
[Pictured here are Professor Carla Ferreira with John Updike in 2007]
Há uma novo poema de Updike "Claremont Hotel, Southwest Harbor, Maine" a ser publicado em Julho/Agosto de 2007, na edição da revista Poetry Magazine ([vol. 190, no. 4], p. 270). Para ler o poema em inglês (na versão original) vá ao link What's New in Updikiana
07/07/07
Updike faz crítica positiva e séria ao trabalho do escultor Richard Serra exposto no Museu de Arte Moderna em Nova Iorque. Seu trabalho como crítico, como de costume, está muito interessante.
07/07/07
18 de março - Updike celebra seu 74º aniversário.
Ele nasceu em Shillington, Pensilvânia em 1932. Em homenagem a seu aniversário colocamos na página o poema sobre sua cidade de natal, onde passou sua infância que acreditamos que Updike gostaria de ler hoje.
Shillington
The vacant lots are occupied, the woods
Diminish, Slate Hill sinks beneath its crown
Of solvent homes, and marketable goods
On all sides crowd the good remembered town.
--
Returning, we find our snapshots inexact.
Perhaps a condition of being alive
Is that the clothes which, setting out, we packed
With love no longer fit when we arrive.
È--
Yet sights that limited our truth were strange
To older eyes; the town that we have lost
Is being found by hands that still arrange
Horse-Chestnut heaps and fingerprints on frost.
--
Time shades these alleys; every pavement crack
Is mapped somewhere. A solemn concrete ball,
On the gatepost of a sold house, brings back
A waist leaning against a buckling wall.
--
The gutter-fires smoke, their burning done
Except for, fanned within, an orange feather;
We have one home, the first, and leave that one.
The having and the leaving go on together.
--John Updike (11-15-58) in Collected Poems 1953-1993 (Knopf, 1993), p. 15.
Notícia sobre o comentário feito por Updike no Houston (2/03) sobre seu novo romance.
Fritz Lanham entrevista o escritor John Updike no dia 27/02. Na entrevista cujo título é John Updike in Houston, o autor falara sobre vários assuntos, mas o enfoque será em seu novo romance Terrorist (O Terrorista). No trecho apresentado no Whats New Updike comenta que seu novo romance é um livro de suspense sobre um terrorista solidário, nas palavras do próprio autor. Aos 73 anos, depois de 50 como escritor, Updike não perdeu o poder de nos surpreender.
Os leitores terão que esperar ate junho para ler o Terrorista, que surgiu após a experiência que teve em 11/09, quando da queda das torres. Desde aquele momento, o autor passou a se interessar em investigar como o zelo extremo pela religião funcionaria na cabeça de um jovem, que no romance, tem 18 anos, filho de mãe irlandesa-americana e pai egípcio que abandona a família quando o filho ainda é pequeno. O jovem, Ahmad, se envolve com um grupo radical em sua cidade natal em New Jersey e faz parte do acontecimento de 11/09.
Algo bem provocativo.
O artigo completo pode ser lido no site http://www.chron.com/cs/CDA/printstory.mpl/life/3694756.
Updike tem um novo conto, My fathers Tears (As lágrimas de meu pai).
No dia 27 de fevereiro de 2006 apareceu na revista The New Yorker o primeiro conto de Updike do ano de 2006. Ele pode ser encontrado no site http://www.newyorker.com/fiction/content/articles/060227fi_fiction.
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A edição espeicial de Primavera e Verão da Kirkus traz uma resenha do novo romance de John Updike Terrorist (Terrorista)
[Kirkus Spring and Summer Special Edition Already Reviews Updike's New Terrorist Novel]
O romance sera publicado em junho, e a Kirkus ja traz uma curta e positiva resenha sobre ele. Um trecho da resenha pode ser encontrado na seção What's New in Updikiana.
Click here and go to What's New in Updikiana
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Carla Alexandra Ferreira
News from Carla Alexandra Ferreira regarding the Portuguese translation of Seek My Face
The Portuguese translation of Licks of Love has just appeared here in Brazil. It was published by Companhia das Letras (the company that publishes Updike's books here). The interesting thing is the title. Instead of Gotas de Amor (the translation for Licks of Love), it is entitled , Coelho se cala e outras historias--that translates, Rabbit becomes quiet and other stories. The translator is Paulo Henriques Britto.
[8-11-03]
News from Carla Alexandra Ferreira in Portuguese: A review of Seek My Face translated into Portuguese
Carla wrote, "It is a presentation of Seek My Face followed by a summary and some positive comments. The translation of the Portuguese headline for the article is: 'John Updike travels through 40's American art. In his new novel Seek My Face he discusses artistic creation, the beauty of being and being itself.' Many thanks, Carla.
4 Mai 2003
John Updike viaja na arte americana da década de 40
O novo romance, 'Seek My Face', discute a criação artística, a beleza do ser e o eu
Epitácio Pessoa/AE
Updike fala por meio de sua personagem, Hope, uma pintora de 78 anos, casada três vezes
GALEN STRAWSON
The Guardian
Hope Chafetz senta-se na varanda de sua casa de fazenda, durante a parte fria da primavera. Ela tem 78 anos, pintora, casada três vezes, viúva duas, divorciada uma. Marido número um: um pintor de "ação", morto em um acidente de carro em meados da década de 50. Número dois: um artista pop deixou-a nos anos 70, depois de 17 anos, três filhos, e uma dificuldade de ser mutuamente verdadeiro. Seu terceiro - e mais querido - marido, Jerry Chafetz, morreu uma década e meia atrás. Ele era 11 anos mais velho, um negociante e colecionador de arte.
Hope concordou em falar sobre sua vida e obra e esse é o mote do novo romance do escritor americano John Updike, Seek My Face - uma entrevista de 275 páginas que se passa em apenas um dia de 2001. Ela se senta diante de Kathryn D'Angelo, uma nova-iorquina especialista em arte, medindo-a cinicamente com olhos de artista. Kathryn tem uma longa lista de perguntas impressas, e a narrativa de Updike se move entre as respostas de Hope, seu fluxo de pensamento e os flashbacks.
Hope fala fluentemente demais para ser verossímil e há uma falsidade no fato de ser tão compreensiva. É uma estratégia. Às vezes, ela solta coisas que não precisaria dizer para Kathryn - detalhes que Updike quer revelar ao leitor - de uma maneira que torna a ficção falsa. Em geral, a história de sua vida (a história da cena artística americana dos anos 40 em diante) caminha melhor quando ela substitui o discurso pelo pensamento ou volta ao "lodo da memória" em flashback. Updike normalmente está em cena em Seek My Face, o que faz com que o romance se pareça com um conto hipertrofiado.
Modelos - O livro é um roman à clef, mas já está destrancado ou sem chave. O "quem é quem" é superficial e foi pensado assim. O primeiro marido de Hope, Zack McCoy, é Jackson Pollock , o verdadeiro McCoy. O segundo, Guy Holloway, é Andy Warhol misturado com Roy Lichtenstein, com pitadas de Jasper Johns e Robert Rauschenberg - pistas de Wayne Thiebaud, James Rosenquist, Claes Oldenburg. Ela é a mulher de Jackson Pollock, com características de Helen Frankenthaler e Grace Hartigan.
Updike gosta de avisar o leitor, declarando que "este é um trabalho de ficção". Nada nele é necessariamente verdadeiro (uma observação que vai agradar aos filósofos). Ainda que fosse desnecessário negar que um grande número de detalhes vem de Jackson Pollock: an American Saga, de Steven Naifeh e Gregory White Smith, ou Abstract Expressionism: Creators and Critics, editado por Clifford Ross". Muitos dos outros nomes são apenas levemente ou comicamente alterados: Onno de Genoog é Willem de Kooning, Bernie Nova é Barnet Newman, Clem é Clement Greenberg, Hermann Hochmann, professor de Hope nos anos 40, é Hans Hoffman, um dos principais responsáveis pela disseminação da arte abstrata nos EUA.
Ao resenhar Seek My Face para The New York Times, em novembro, John Banville ficou pensando se "Korgi" é Arshile Gorki ou Mark Rothko. O suicídio de Korgi não resolve o problema, já que Gorky e Rothko têm isso em comum. Mas Korgi é armênio, como Gorky, e outro personagem central de Updike (e um dos vários amantes de Hope) é um russo chamado "Ruk" (Rukavishnikov). Mesmo deixando de lado as semelhanças, pode-se inferir com segurança que Rothko (Rothkovitz) é Ruk e Gorky é Korgi.
Os famosos maridos de Hope e seus amigos tomam conta de boa parte do livro, mas com a idade ela adquiriu uma reputação cada vez maior como pintora, e o foco de Kathryn é nela. Hope trabalha os tons de cinza. Quando Kathryn finalmente vai embora, depois de escurecer, ela vaga pelo estúdio em que suas pinturas parecem "música cinza, como harpas sendo tocadas na névoa, o cinza do grafite e o das penas dos pombos, da prata, da pedra e da espuma do sabonete". Ela ainda é estudante de Hochmann/Hoffman, ainda comprometida com sua doutrina intuitiva do "puxa e empurra", segundo a qual os elementos de cor e forma da pintura plana, sendo esvaziada de qualquer conteúdo representativo, deve realizar um estado de equilíbrio dinâmico e ativo.
O título de Updike vem do Salmo 27: "Diz-me ao coração: 'Procurai a minha face. A tua face, senhor, eu vou procurar." Ele acha que os grandes pintores abstratos seguiam esta ética artística, crença ou compulsão, embora não soubessem, que também é a sua, dramaticamente exteriorizada no livro. Ele sabe que não há Deus pessoal e que o suposto "super-eu que tem todas as respostas não existe nem pode existir", como disse Iris Murdoch, mas ele está completamente embrenhado na história, e Hope discute com seu criador (Updike) quando ela diz que "A não existência de Deus é algo com que não posso me acostumar, não parece natural", e admite que seu temor, no fundo, é de que tenha "desagradado Deus, que não está aqui".
Afortunadamente, a tarefa de procurar Deus sobrevive à sua não-existência. O que nos leva ao tema central do livro, uma questão cara a Updike: a conexão entre criação artística, a beleza do ser (Deus) e o eu. Updike explica isso na epígrafe de Czeslaw Milosz, que descreve um tempo em que: "Os livros ainda seguiam as antigas regras/ Nascidas da crença de que uma beleza visível/ É um pequeno espelho da beleza do ser." Esta é a regra seguida por Updike. Segui-la é procurar a face de Deus, porque a "beleza do ser" é o nome correto de Deus.
Updike fala por si quando Hope reflete "que tudo o que uma mulher faz por um homem é secundário, inessencial. Arte era o que esses homens amaram? Ou seja, eles mesmos." E seu grande sentimento pela vida é também o do autor quando ela pensa "como tudo isso é pequeno, como é superficial e negligente comparado com nossas expectativas da alma e baixos apetites" e que "um mundo feito sob nossa medida perduraria para sempre". Mas aqui Updike tem o exato oposto da verdade, e esses sentimentos, seus próprios, não parecem ser naturais para Hope. O mesmo vale para o sentimento de abominação de Hope
pelas "atividades cotidianas, cuidados para nosso próprio conforto". Ela, como todos nós, pode realmente nunca ter claro o que é existir no tempo, mas esse pensamento não parece ser dela, e eles são, em qualquer circunstância, profundamente falsos. Esse tipo de atividade cotidiana pode ser irritante, trabalhosa e até intolerável em períodos de depressão, mas buscar ignomínia nelas é ter perdido todo sentido de crença na vida, todo sentido de proporção. É ter perdido contato com a beleza do ser. (Tradução de Alessandro Giannini)
Galen Strawson é professora de Filosofia na Universidade de Reading, Grã-Bretanha
From the Estado de São Paulo newspaper in the literary section by Alessandro Giannini.
News from Carla Alexandra Ferreira in Portuguese
6 jun 2002
Rabbit Angstrom está entre as personagens mais importantes, em língua inglesa, do século XX
Nova York - Jay Gatsby, protagonista de O Grande Gatsby, principal romance de F. Scott Fitzgerald, foi eleito o personagem literário mais destacado da língua inglesa no século 20 por críticos, escritores, atores e executivos de editoras dos Estados Unidos. Em segundo lugar ficou Holden Caulfield, de O Apanhador no Campo de Centeio, primeiro e mais conhecido livro de J. D. Salinger. Humbert Humbert, o intelectual de Lolita, de Vladimir Nabokov, ficou em terceiro.
Além dos três primeiros da lista, também foram selecionados pelos eleitores Molly e Leopold Bloom, protagonistas de Ulisses, de James Joyce, Atticus Finch, de To Kill a Mockingbird, romance de Harper Lee, e Rabbit Angstrom, das novelas da série Rabbit, de John Updike. Entre os jurados que votaram na eleição, estão os premiados escritores Michael Ondaatje, Michael Chabon e Andrea Barrett, e os atores Rod Steiger, Griffin Dunne e Dennis Farina.
fonte: O Estado de São Paulo 07/03/02
A Short Story Recommendation of The Afterlife and a Review of the Portuguese Translation of Updike's Gertrude and Claudius--Courtesy of Carla Alexandra
26 January 2002
In 30 December 2001 issue of Folha de Sao Paulo newspaper, in an article about the history of short story ("Uma História do conto" e "O que Ler" IN; Folha de São Paulo. Mais.30/12/2001), in the section where the author of the article recommends good short story books, The Afterlife by John Updike is among them. He recommends the Brazilian translation Uma outra vida by Cia. da Letras publisher.
Carla Alexandra Ferreira
27 October 2001
Last Sunday (October 21) an article was published in Estado de Sao Paulo newspaper about the translation to Portuguese of Gertrude and Claudius.In the article both the book and the author are praised.
First Mauro Dias, the writer of the article, gives the reader a summary of tragedy. Then he presents the book in Portuguese, the name of the translator (Paulo Henriques Brito), the publisher (Companhia das Letras) and the price. Finally he comments that Updike writes a story before the one we can see on the stage. He mentions the structure of the book and Updike´s good style. Could you put this note as well the text in Portuguese on the section? I think people in Brazil could learn a little more on Updike and this book.
Carla Alexandra
[Here is the Portuguese text of the article which Carla kindly sent. J. Yerkes]
O ESTADO DE SÃO PAULO
21 de outubro de 2001 - Caderno 2
John Updike examina o passado de Hamlet
Em 'Gertrudes e Cláudio', o escritor narra a história dos pais do príncipe
MAURO DIAS
Hamlet, escreveu Luis Fernando Verissimo, é o primeiro herói moderno: "Porque é o primeiro a observar, com ironia e horror, a própria obsessão, o primeiro a se envolver até a morte num ritual de expiação, pessoal ou comunal, e manter sua distância." Encerra: "A partir de Hamlet, metade da tragédia do herói é ser, além de trágico, autoconsciente."
Hamlet, príncipe da Dinamarca, termina seus estudos e volta ao palácio de Elsinore. Encontra o tio, Cláudio, casado com a mãe, Gertrudes. Amigos dizem-lhe que um fantasma ronda os aposentos de Elsinore: o de seu pai.
Hamlet vai em busca do fantasma. Encontra-o: é mesmo o do pai. O fantasma diz-lhe que precisa ser vingado: foi assassinado por Cláudio (na versão acreditada pela corte, teria sido picado por uma serpente). Hamlet finge-se de louco. Faz encenar uma peça - A Morte de Gonzaga - que resulta semelhante às circunstâncias reais da morte do pai.
John Updike, um dos gigantes da literatura contemporânea, visitou a tragédia shakespeariana, como fizeram outros autores, mas escolheu um ângulo novo. Em Gertrudes e Cláudio (Companhia das Letras, 224 págs., R$ 27,00, tradução de Paulo Henriques Britto), conta a história dos pais de Hamlet. Procura ver as razões centrais do drama - a traição, o assassinato do rei - do ponto de vista deles, Gertrudes e Cláudio, não do ponto de vista do príncipe, como fez Shakespeare.
Três tempos - Para compor seu romance, Updike utiliza-se de indicações contidas no texto do teatrólogo, mas não só. Divide seu livro em três blocos e muda os nomes dos personagens de acordo com as versões consultadas. Parte da primeira versão conhecida da lenda de Hamlet, contida na Historia Danida, de Saxo Grammaticus, um texto latino do final do século 12 que só viria a ser editado em Paris, no início do século 16: neste caso, os personagens do triângulo amoroso chamam-se Gerutha, Horwendil (o rei depois assassinado pelo irmão) e Feng (o irmão); o nome do príncipe é Amleth.
No segundo bloco do livro, usa os nomes grafados por Francois de Belleforest, que publicou, em Paris, em 1576, uma adaptação livre do trabalho de Saxo Grammaticus, com o título de Histoires Tragiques. Agora, o triângulo é formado por Geruth, Horvendile e Fengon. O príncipe tem o nome de Hamblet. Do texto de Shakespeare saem os nomes do último bloco - Gertrudes, Hamlet pai, Cláudio (nome adotado por Fengon ao ser coroado rei) e Hamlet.
Apesar dos saltos temporais de referência, a narrativa é linear. Updike conta a história de Gertrudes desde a adolescência, uma moça rechonchuda que hesitou em aceitar o casamento com Horwendil, o Juto, um poderoso guerreiro, mas que não pôde desobedecer à vontade paterna. Aprenderia, com o tempo, a amar e respeitar o marido.
Quando o cunhado entra em cena, Gertrudes vacila. Percebe desde o primeiro momento o desejo do irmão de seu marido. Feng é louro e sensual, enquanto Horwendil é moreno, secarrão; Feng tem fama de conquistador e Horwendil ocupa-se de tal forma com os problemas da corte, com as guerras de conqusita, com a política, que pouca atenção pode dispensar à bela esposa.
Um dia, o rei descobre a traição. Deserda o irmão, ordena-lhe que parta, sem dinheiro, sem título, sem soldados. Que cumpra a sorte como homem comum - e fatalmente morrerá. Para não morrer, Feng envenena o rei. Age de forma cuidadosa. A esposa jamais saberá. A única testemunha é afastada de Elsinore. Neste momento, Hamlet está voltando para casa.
O pano de fundo é a construção geopolítica da Europa, mais sugerida do que descrita. Updike ocupa-se da história de amor. Os personagens são densos - como são seus personagens - e conscientes de seus atos. Nem a traição da rainha - que, voluntariosamente, impõe uma série de condições ao amante a cada vez que o ato de consuma - nem o assassinato do rei são frutos de impulso. São atitudes pensadas, de conseqüências examinadas. A tragédia futura ronda a narrativa. O Hamlet de Shakespeare espreita.
Alusão - É um dos textos mais belos do escritor norte-americano, um reconhecido estilista. Updike cede apenas num momento à tentação de aludir ao texto de Shakespeare. É no momento em que o rei diz ao irmão que sabe da traição: "Não lhe foi fácil macular minha honra, que é também a da Dinamarca", diz, referindo-se à mulher. "Nosso tálamo conjugal ainda era sagrado para ela, embora o conspurcasse. Fui beneficiado por seus sentimentos de culpa, sem que de início compreendesse a causa. Havia algo de... seria indelicado dizer 'de podre', mas de excessivamente maduro naquela solicitude excessiva."
Gertrudes e Cláudio acaba onde a peça de teatro começa. Hamlet tem apenas uma fala, em todo o livro, quando a mãe e o padrasto imploram-lhe que não vá para Wittemberg, que permaneça com eles: "Farei o que puder para vos obedecer", diz o príncipe. Cláudio imagina, então, que, finalmente, lograra conseguir o amor do sobrinho sempre tão esquivo: "Haviam conseguido conquistá-lo. A imaginação do rei já antevia sessões de orientação, pontuadas por esquivas, com aquele filho postiço, a única pessoa no castelo cuja inteligência estava à altura da sua." O mais está nos palcos.
A WELCOME AND INTRODUCTIONS
On my visit to Juiz de Fora in Brazil last July (2000) I discovered how deep and wide was the interest in John Updike within the beautiful and enormously multi-cultural and multi-racial country of Brazil. I had for several years been receiving messages from time to time from students and academics in Brazil. Much of the academic interest has been generated by the critical work on Updike done by Professor Dilvo Ristoff at the University of Santa Catarina in Florianopolos. The fascinating bibliography and explanation of the interest in John Updike between 1969 and 1999 was done Raquel Maysa Keller, who just this summer completed her master's degree studies at USC with Professor Ristoff and will begin her doctoral work this Fall. In addition, Carla Alexandra Ferreira is working on her doctoral degree in Updike studies and at the Juiz de Fora presented the paper whose text is included on this page. Ms. Keller, Ms. Ferreira, and I decided over lunch during my visit that it would be a service to Brazilian students to have a website where accruing information and discussion of Updike was readily available by internet. Professor Ristoff was supportive of this plan and so this page is the fruit of those deliberations. Each of them has committed to providing information and commentary on Updike for this page. I am grateful for their warm and enthusiastic support.
The page will publish materials in Portuguese and
English translations will accompany whenever possible. But the priority
is always to the Portuguese. For the time being Keller, Ferreira, and
Ristoff will help me with the translation of incoming materials if the
correspondent cannot manage English well enough to communicate with me
personally. Eventually, we will establish a
website
address in Brazil where Portuguese-speaking correspondents can send their
materials. Materials will then be forwarded to me with the instructions
for posting provided by English-speaking friends there. The procedure
at present will list all
Portuguese-language material in maroon
text type, English-language/translated
material in dark blue, and my editorial
comments in this yellow-green.
All Brazilian students, academics, and general readers are warmly invited to contribute to the information and discussion of this page, sending their materials to the email address provided at the top of the page.
Perhaps eventually the page will become multi-lingual with other national foci--German, French, Norwegian. Time will tell and interest will determine. In the meantime, it is my personal privilege to see this Portuguese page inaugrated. Welcome to all--Portuguese and English readers.
Dr. James Yerkes
1 September 2000
The too-dark conference picture above, which was kindly sent to me just recently, does show Carla Ferreira (left) at least minimally, Professor Judie Newman from the University of Nottingham (UK) and her son James better (center), and who should show up best but I! The plaque on the wall behind us reads "Auditorio, Beato, Arnaldo Lanssen," Auditorium, in memory of Arnaldo Lanssen," one of the missionary Fathers who founded the college there in Juiz de Fora, Brazil, where the SENAPULLI July 17-21 conference of Brazilian university teachers of English literature was held.
Ongoing Supplement
Ms. Keller sent this note along to alert readers that an update to her bibliography will soon appear here.
19 February 2001
"I just want to tell you for the time being that Updike continues to appear in the Brazilian periodicals very often: between June 200 and February 2001, he has been mentioned 48 times, only in O Estado de São Paulo. The most important citations of these have been a presentation to the review of "Lickes of Love" and the review itself. But no Brazilian critic wrote about this last book. The texts mentioned previously were translations of The Baltimore Sun (by Michael Pakenham) and The Boston Globe (by Gail Calwell).
Now, you will be very satisfied to know that the project has had very positive results in Brazil, more especifically in Campinas. An American professor, working with literature in English, has had the need to write a text about Updike in "O Estadão". So, he consulted the Centaurian trying to find out whose Updike books had been published in Brazil."
Fontes
Ms. Keller presents her research results here. It is a fascinating discussion.
1 September 2000
The Reception of John Updike's Fiction in the Brazilian Media
By Raquel Maysa Keller
During my MA studies in Pós-Graduação em Letras-Inglês at UFSC, I took a series of courses related to North-American literature. One course entitled "Four Decades of America: The Literature of the Fifties, Sixties, Seventies and Eighties" has provoked a special interest in me. In it, I had access to the neo-Realistic novels of John Hoyer Updike, one of the most talented American writers in this century. To my surprise, I soon discovered that Updike, a novelist who started producing literature in the 50's, had his first book translated into Portuguese only in the late 60's, but also that along with the novel came the first review and, as his novels continued to be translated, more and more reviews appeared in the Brazilian media. I wondered about the Brazilian understanding of his fiction since, as I observed, Updike stimulates his readers to appreciate the continuous quotidian drama of his characters who are representative of middle class Americans, not of Brazilians. Somehow, the Brazilian interest in his work seemed to me an indication that his work, although very American in many ways, was also representative of all human beings, regardless of nationality.
I started collecting the material published in Brazil about John Updike, and as in a puzzle, the pieces that were initially separated and disconnected, when put together, made sense and formed an image of the author. Also, in a similar way to a biography that speaks of a person through continuing fragments and develops a story, the history of Updike in Brazil has been constituted in small doses by the media throughout his 30 years here. There have been many biographers to write about Updike and they have had the chance to disagree among them. So, the final text was never written and never will because there is not one correct version in such a case, for the simple reason that the passage of time always takes one step ahead and, as a result, history must be revised and written anew. However, in the friction of the different stories about Updike, there have been values that repeated themselves; therefore, they have been made visible and formed a portrayal of the writer.
When John Updike was received in the Brazilian media for the fist time, he had been publishing his books in the US for 11 years. So, in 1969, the initial year of his reception here, Updike had issued 14 books, which varied from verse to essays. Updike had also won prizes for his books, besides receiving a Time magazine cover for his 1968 novel called Couples, published in Brazil under the title of Casais Trocados. Along with the publishing of his books, came the critical appraisal of the American media. Some of the adjectives given to Updike in the American scenario up to 1969 were: talented, serious, romantic, and versatile. In Brazil, he was called "naive" at the time of his debut despite the fact that the novel which introduced him to the Brazilian public perspired sex.
Despite the fact that Updike has never been a presence in the list of the best selling books, his books, which have as a pervading theme the American way of life, continue to be translated and published here. Updike is not only a writer who has conquered a devoted public in Brazil, but also a criterion for evaluating foreign literary works and, eventually, Brazilian writers.
From a modest to a monthly presence in the Brazilian media, Updike has been gradually incorporated into local discussions of literature, politics, religion, and social aspects in general. Currently, Updike is asked to contribute to the main Brazilian periodicals with his opinions, essays, and reviews. By now, the Brazilian public not only knows Updike but regards him as one of the most talented living American authors.
The media's continuous attendance to Updike's fiction for the last thirty years did not, however, remain restricted to an immediate announcement of a new Updike book translated into Portuguese, or to its reviews. The media have accompanied Updike's literary career. This is worth considering because it raises important questions such as the Brazilian uninterrupted interest in the American author and the journalists' consideration of his fiction. So, up-to-date information about the novelist's fiction as a whole has been an important element in the process of his reception.
Having taken the Brazilian journalists as the readers of Updike's fiction, I was interested in the aesthetic, ethical, political, or other possible kinds of values that they extracted from Updike's work. Hence, the journalists' commentaries about Updike's fiction published in the media gave me material to analyze the reception of Updike's fiction in Brazil. The journalists have constituted an interpretive community which would agree or disagree on characteristics of the novelist's fiction. And this interpretive community contributed to the historical evolution of John Updike's fiction in Brazil.
The discussion of Updike's presence in the Brazilian media is based on a corpus of about 260 texts. The first Brazilian review is dated February 19th, 1969 and the last citation was on August 23rd in 1999, what sums up to thirty years of local reception. The following graph shows the thirty-year evolution of Updike's reception in the Brazilian media: [Unable to reproduce chart at this time]
The illustration refers to a quantitative analysis of texts about Updike published in the three major Brazilian periodicals. Veja pioneered the reception of Updike's fiction in the Brazilian media. It has published 27 texts about Updike from February 1969 to August 1999. Folha de São Paulo [the Brazilian newspaper equivalent to The New York Times] surpasses, by far, the number of texts published by Veja but it has only begun in 1982. It published 137 texts from September 1982 to August 1999. O Estado de São Paulo is the second periodical in number of texts published about the American author followed by Folha de Londrina, O Globo and Isto É, respectively. Putting them altogether, there have been 262 items about Updike in the Brazilian media.
Much of the information found in the periodicals is reviews of Updike's books issued in Brazil. Besides the Brazilian reviews of his fiction, one can find Updike's critical appraisal of other artists' works. The artists can be beginners or already distinguished ones. In addition to this, there are essays about miscellaneous topics, poems, excerpts from his novels, opinion pieces, biographical information, information about awards received and so on.
It can be observed that the beginning of Updike's reception here was marked by scarcity of information because of the reduced number of texts appearing in the media. The Brazilian journalists did not have much to say for the simple reason that they did not know much either of the author or his work. When an ad about a new Updike novel was issued, it simply informed what the book was about. Even so, the novel was expected to sell on a large scale and it was presented on the page of recommended books. In the following decades, the situation changed considerably. Updike had already become a distinguished novelist, and the facility with which the Brazilian journalists could access information about him favored the maintenance of a non-stopping dialogue between Brazilians and Updike.
Since the outset, the reviews of Updike's books have been done by journalists who assumed the role of eventual literary critics and evaluated his work in the media. These journalists have been fundamental in the formation of public opinion. Their language has been accessible - while referring to Updike, they would give biographical information, compare him to other writers, or mention him as the author of a known novel or a novel which had produced a certain review or even a film. As time went by, the media assumed that the Brazilian public knew Updike well enough because journalists would simply review a new Updike book or publish a translated American review.
Throughout the first period (1969-1982), a period that could be called exploration, the Brazilian journalists experimented with Updike's fiction. There has been the need to classify the author's novels with adjectives such as candid, nostalgic, psychologically efficient, sarcastic, and melancholic. Depending on the novel reviewed and on the passage of time, Updike's fiction would gain new aesthetic evaluations. For instance, in Couples Updike was described as a "bom moço," even though the novel contained a strong sexual element. In The Coup, the reviewer realized how ironic the domination of the American culture could be through the eyes of Updike, and in Rabbit is Rich, Updike was far away from the innocent figure of the beginning -- he became the portrayer of the middle class American man.
So, the horizon of expectations of the Brazilian reader of Updike's fiction passed from an essentially ethical to a sociological preoccupation at the end of these first thirteen years of his reception. This sociological feature started being delineated in 1979 with The Coup [now in its third printing], but it was only in 1982 with Rabbit is Rich that the Brazilian reader perceived it more clearly and called Updike a portrayer of the middle class American man.
Simultaneous to the imprint of adjectives on Updike's fiction has been the comparison between Updike and other writers. The Brazilian journalists, in trying to understand Updike's literary work, compared him to Norman Mailer, James Baldwin, Sinclair Lewis, Gustave Flaubert, James Joyce, and Evelyn Waugh. So, the comparison has not been restricted to writers in the English language, it also has been extended to the French. On the other hand, to the end of this period, there was no comparison with a Brazilian writer. Also, a new Updike book started being compared to a past one.
Besides the evolution in perception and the comparison between Updike and other novelists, a mimetic approach to Updike's fiction emerged in this process of reception. For instance, the review about The Centaur constitutes an almost faithful copy of the previous American review. It has been observed that many times the Brazilian journalists reproduced partial or total aspects of the American reviews. An example of this would be the positive critical appraisal of Updike's style. In accordance with the American media, the Brazilian journalists have criticized Updike for his theme, but never for his style.
The horizon of expectations of the Brazilian readers have, throughout these first thirteen years, become more visible. For instance, in 1969, it was stated that Couples was an accusation of the values that contemporary America held. In 1982, when Updike became a world-renowned writer and much had been said about his work, it was perceived that his books were not an accusation of that society. Updike's books contained a critical view and constituted an attempt to portray the contemporary world, and more specifically, middle class America. By the end of the exploration period, the media defined three stronger characteristics for Updike's fiction, those of ethical, aesthetic and sociological natures. Another meaning formed in the beginning, and which was discarded at the end of this period, referred to the didacticism of his literature. A clear example of this would be Rabbit, Run which did not provide the reader with an answer to Rabbit's conflict between marriage and his need to be free.
It has also been observed that the distance between the Brazilian and the American interpretive communities was bigger in the beginning of this period. An example of this would be the different interpretations for Couples. Although the book signaled ethical interpretive strategies for both communities, the outcome of their interpretations was different.
The end of the second period (1983-1992) of the reception of Updike's fiction in the Brazilian media is characterized by an invasion of texts about the novelist's work in central and peripheral periodicals. During this period, Updike's Brazilian publishers issued, besides novels, a book of short stories (Trust Me), a book of essays (Hugging the Shore), and the author's autobiography (Self-Consciousness).
It
was observed that a new element becomes a major issue in this second period,
which is Updike's social function as a writer and as a critic. In this way,
the novelist helps thinking of literature, American culture and its relation
to other cultures, politics, and ethnic relations. Such a characteristic
started being drawn in 1991 with the publication of
Hugging the
Shore, a volume of critical essays in
which Updike reviewed works from Paraguay, Albania, Chile, among others.
Also, before and during Updike's visit to Brazil, the Brazilian journalists
asked him questions about American and Brazilian cultures, politics, and
minorities in the US. But the elements of ethical, aesthetic, and sociological
natures also remained a prior concern in the novelist's
reception.
[Picture by Yousuf Karsh]
The Brazilian journalists realized that political novels and essays were incidental in Updike's literary career because his real "business" is the world of quotidian emotions, such as the Rabbit novels, and the collection of short stories Trust Me. The journalists also realized that his most famous character named Rabbit is not politically correct because of his chauvinism and racism. The Brazilian journalists also realized that Rabbit shares characteristics with his creator such as the support of the American intervention in the Vietnam War, a small town origin, etc.
During the period, the Brazilian journalists have been intrigued by Updike's political incorrectness and, as a consequence, they would mention the author's ideas about blacks and women. The writer has been classified as patriotic, which is a synonym for politically incorrect in the US. However, the journalists observed that Updike's patriotism did not prevent him from a critical observation of the American way of life.
The Brazilian periodicals have been careless during this period. For instance, they would publish an American review about an Updike book only partially. Likewise, Folha de São Paulo would publish very contrastive opinions about Updike's fiction in the same review. In addition, it could be observed that journalists, before writing their articles, consulted only the media. An illustration of this would be the review about S. in 1989. The journalist Sérgio Augusto noticed that S. and Roger's Version constituted variations of Hawthorne's novel of adultery The Scarlet Letter, and that these books presented the wife and the husband's point of view respectively. Augusto did not know that the lover's version had already been published in Brazil under the title of "Um Mês Só de Domingos." Because this novel was not advertised or reviewed in the media, it was taken as missing from the trilogy. Consequently, Augusto did not inform readers about the book's existence.
Finally, it was observed that the comparisons continued, but this time, journalists attempted to see similarities between Updike and Brazilian writers. Aesthetic evaluations of his style also remained very positive. The televised media presented him to the Brazilian public. Also, Updike's presence in Brazil brought the author's vision about his fiction, his country, and in especial, approximated him to the Brazilian literature and culture.
Updike's name has appeared much more frequently in Folha de São Paulo than in any other periodical. For this reason, Folha de São Paulo has been a guiding line for this work. It has published all sorts of information concerning Updike. According to the data I received while researching Updike's reception in the Brazilian media, the American author has first appeared in Folha de São Paulo in 1982. In this article, which is a translation of a Le Monde report, the reader discovers that Updike was analyzed in the first issue of The New York Review of Books in 1963. At that time, Updike was barely known. It discusses the contribution of this magazine in making the American taste more European.
I observed that from 1989 on, the Brazilian periodical Veja has left the responsibility of reviews about John Updike's work to Folha de São Paulo. On April 1st 1989, a special literary supplement called "Letras" began circulating in Folha de São Paulo, and which nowadays is called "Mais." "Letras" was basically composed by forty percent of reviews. The other sixty percent were dedicated to related literary news and advertisements.
Very frequently, Folha de São Paulo has published Updike's analysis of the works of Hollinghurst, Cole Porter, Tom Wolfe, Nabokov, Saul Bellow, Camille Paglia, Alice Munro, Ralph Barton, Richard Powers, Whistler, John Cheever, Fitzgerald, etc, thus emphasizing Updike as a critic. Up to 1992, Folha de São Paulo has basically published these Updike's reviews and given brief information about him. The 1991 article that announced Updike's visit to Brazil, besides contextualizing him in the American and world literature, showed the writer's knowledge of the local and Latin America culture.
In the same article, the Brazilian journalist Sérgio Augusto complained that foreign writers forget Brazil as soon as they leave the country and very rarely mention it in their books. Since Updike has the habit of attending readers' requests and of getting information about anything, this report being representative of Brazilian expectations, could be the source for his writing of Brazil. Moreover, Updike must have felt the Brazilian need of a foreign portrayal of the local culture due to the constant approximation to him.
Updike was interviewed by Folha de São Paulo in 1992 during his visit to Brazil. The article affirmed that Updike wanted to shorten the distance between literature and life. He answered questions about arts, religion, and racism. Updike was introduced as a realist writer whose theme is the middle class American. Again, the journalist wanted to know his opinion about Brazilian literature, especially if he would state that Capitu had betrayed her husband Bentinho in Machado de Assis's Dom Casmurro. His visit in Brazil was reported in details.
After his visit and the publication of Brazil, the Brazilian contact with Updike strengthened. Updike was constant news in Folha de São Paulo and the periodical has once remarked that Updike became responsible, after the writing of Brazil, for the portrayal of Brazil abroad. Updike has also written an essay about Brasília, as yet unpublished in this country.
One interesting phenomenon that occurred in Folha de São Paulo on July 6th 1994, and also spread to O Estado de São Paulo, was that Marcelo Coelho appropriated Updike's ideas and feelings when he wrote an article about the new Brazilian currency - the real. At that time, Brazil was changing currency and Coelho argued that he underwent the same phases that Updike described in Odd Jobs when the writer dealt with a foreign currency. Coelho passed from reticent about it to becoming a spendthrift. Updike has become such a presence in Brazil that his heroes even help to explain the economic behavior of average Brazilians.
In its 1969 article, Veja introduced Updike to the Brazilian public as the author of the polemic novel Couples. The moral aspect and the popular appeal were perhaps the factors that made Couples be the first Updike book translated into Portuguese. Also because it had been a presence in the list of the best selling books in the US in 1968. It seems to me that since the beginning, the national media has been attentive and open to the American literary scenario, thus waiting for the best moment to divulge the novelties about Updike's fiction and fame.
Folha de Londrina has published reviews that had previously appeared in Folha de São Paulo in an accord with that far-reaching periodical. It could be observed that Folha de Londrina assumed that many of its readers did not follow the daily news of Folha de São Paulo for it repeated articles about Updike. Folha de Londrina has a specific section for literary news, but Updike has also been included in the local social column as if he were a name familiar enough to be a presence there.
O Globo, Isto É, O Estado, Diário Catarinense, Época, Jornal do Commercio, and Esfera published articles that have been constituted by the following characteristics: repeated reports, assumption that Updike's fiction is widely known in Brazil, and influence of American reviews over Brazilian opinions about John Updike.
The three basic concerns found in the first and second periods continued to be expectations of Brazilian readers in the last one, that is, the reception of Updike's fiction in the Brazilian media was still based on ethical, aesthetic, political, and sociological values.
Added to these basic values, in the second period there was the perception of Updike as a writer committed to the social and informative character of literature and of his role as a literary and social critic. In the last phase of his reception, there was the popularization of his fiction and ideas.
Brazilian journalists have become more assiduous to Updike's fiction and, sometimes, anticipated the news about a novel unpublished in Brazil. So, there was an inversion in comparison to the first period in which journalists waited for a novel to be published and then wrote a review.
The Brazilian reactions to the novel Brazil were negative so much that, after its publication, there was the sensation that Updike could be the chronicler of the middle class American, but not of Brazilians. The unfavorable opinions about Brazil perhaps unleashed the negative review of Memories of the Ford Administration in relation to its sexual element, which had never been a problem before.
But the Brazilian critical appraisal of Updike's fiction became positive again with the next two books published in Brazil: The Afterlife and Other Stories and In the Beauty of the Lilies. The comparisons between Updike and other writers increased and the reproduction of the American values continued to make part of the novelist's reception in Brazil.
[1 September 2000]
Bibliography of Updike References in Brazilian Publications 1969-2000
By Raquel Maysa Keller
Folha de São Paulo
19/09/82 - O jornalismo com sofisticação: Updike foi escritor analisado no 1o número do 'The New York Review of Books' em 1963. Nessa época, era quase desconhecido. O NYRB é responsável pela europeização do gosto americano, segundo Gerard Chaliand, do 'Le Monde'.
16/10/82 (?) - John Updike, um talentoso escritor sem nenhum caráter. Paulo Francis (p. 33).
06/09/86 (?) - De Tucuruí à Aids.
27/06/87 - John Updike escapa do 'kitsch'. Paulo Sérgio Pinheiro. Ilustrada, p. A-33.
02/03/89 (?) - Chatos, gente e Updike. (p. E-12).
27/05/89 - No último romance de Bellow, mágoa mata mais que radiação: Updike comenta Bellow.
26/08/89 - Barton, um caso de melancolia: Neste artigo, o escritor americano J. Updike escreve sobre Ralph Barton, caricaturista que colaborou com a revista 'The New Yorker' na década de 30. A reportagem explica quem é Updike e a revista 'The New Yorker'.
26/08/89 - Updike escreveu um artigo de 3 páginas sobre Ralph Barton, caricaturista da 'The New Yorker'.
02/09/89 - Indicações: S. de John Updike.
18/08/90 - John Updike encerra a jornada de Rabbit iniciada na década de 50. New York Times Book Review. Letras F 4-5, trad. Manoel Paulo Ferreira.
20/10/90 - Tetralogia de Updike encerra crítica aos EUA. Letras, p. F-5.
13/04/91 - Mais perto do melhor crítico literário dos EUA. (Letras, p. 6-3).
13/04/91 - Updike conta como Kierkegaard o livrou da morte. (Letras, p. 6-3).
10/12/91 - John Updike vem lançar 4 livros do personagem Rabbit Angstrom: Artigo sobre a vinda de Updike ao Brasil. Variado. No artigo, Sérgio Augusto reclamou que quando voltam, escritores esquecem do país citando as visitas de Graham Greene, Jean-Paul Sartre, Simone De Beauvoir.
23/02/92 - O coelho mais famoso depois do Pernalonga. (p. 5-9).
26/02/92 - Updike critica literatura americana. Bernardo Carvalho (p. 4-1).
07/03/92 - John Updike chega hoje e inicia viagem de uma semana ao Brasil: Fala da programação da visita de Updike que chega nesse dia. Fica uma semana.
09/03/92 - Updike quer aproximar a literatura da vida: Artigo sobre Updike, arte, religião e racismo. Entrevista.
10/03/92 - Zoom: João de barro.
06/12/92 - Novas aventuras da professora perversa: Updike fala sobre o livro recente de Paglia.
10/01/93 - Ano será de poucos e bons livros: Propaganda de 'Memories of the Ford Administration'.
14/03/93 - Updike merece a forca, diz Lish: Updike não interessa a Lish, editor de ficção da prestigiosa editora Alfred A. Knoff/Random em NY.
08/08/93 - Luxúria. Especial Domingo A - 4,5). Trad. Arthur Nestrovski.
26/01/94 - Alemão verá outro Brasil, diz CBL: Tema Brasil.
27/01/94 - 'Brazil': Anúncio Brazil e fala da crítica do NYT.
31/01/94 - Livro: Livro
31/01/94 - John Updike erra o ponto em Brazil: Review Brazil
31/01/94 - Trechos
05/02/94 - Brazil é samba do americano doido: Review
11/02/94 - Brazil traduz escândalo de selvageria: Review
22/02/94 - Frido Mann narra saga no Brasil: Entrevista com Frido Mann que planeja escrever livro sobre Brasil.
27/02/94 - John Updike corre perigo em Brazil: Review
10/04/94 - Ficção, os mais vendidos: Ad Brazil
15/05/94 - Problema da exposição é a arte brasileira: Updike visitando o MASP.
16/05/94 - _____?_______: Baker é fã de Updike
19/05/94 - Nicholson Baker se caracteriza por esquisitices
22/05/94 - Céline: Updike comenta uma biografia de Céline.
03/06/94 - Alumni faz centro cultural com atividades gratuitas ao público: A Alumni trouxe Updike ao Brasil.
19/04/94 - O escritor que se atrasou: Entrevista com Begley que surpreendeu-se com o fato de Updike passar 3 dias no país e escrever um romance sobre ele.
22/06/94 - Begley retrata ausência de vida com poesia: Coelho fala que mesmo que Brazil tenha sido um erro, percebemos a presença de um artista. Begley, contemporâneo de Updike.
29/06/94 - Revista 'The New Yorker' traz edição especial sobre literatura: Destaque da edição especial do 'The New Yorker': Updike que fala que a vida de Fitzgerald se tornou mais celebrada que qualquer outra vida dentro de sua própria ficção.
06/07/94 - Real exige conversão religiosa e monetária: M. Coelho elogia Odd Jobs. Usa descrição de Updike de noção de dinheiro para falar do real.
16/07/94 - Escritor defendia idéias fortes em suas aulas: Nabokov apreciava Updike.
17/07/94 - Paixão homossexual é novo tema de Begley: Begley, colega de Updike.
21/07/94 - Americanas fogem do rótulo das minorias: Kincaid lê Updike, mas ele não é da geração dela.
03/08/94 - Evento recebe 250 mil pessoas: Updike pôs a imagem do Brasil no exterior com Brazil.
05/08/94 - Roteirista é 'outsider' literário: Harrison diz que Updike parece com club-sandwich.
31/08/94 - Hic; Abacate; Piquenique; Couve: Will Self detestou Brazil de Updike.
08/09/94 - Paul Bowles iguala natureza e cultura: Updike observou que em quase todo conto de Cheever chove.
11/10/94 - Stanley Kubrick filma romance de Louis Begley: Begley colega de Updike.
01/11/94 - Bertolucci vai filmar continuação de 1900: Bertolucci leu ensaio de Updike sobre Brasília.
03/11/94 - Livro costura trama através de ironias: Updike elogiou Abish.
06/11/94 - Salso sete: Updike na 'The New Yorker'.
17/11/94 - Mestre do humor salvou a vida de Tio Dave: Thurber exerceu influência sobre Updike.
23/11/94 - Livro torna acessível a literatura de James Joyce: Updike é um grande crítico literário.
18/12/94 - Updike; vale livro: Ad The Afterlife and Other Stories
01/01/95 - John Updike - informação quadro: o ano da minha vida: Updike fala do melhor ano de sua vida.
01/01/95 - Morrow lança volume sobre pecados capitais: Morrow lança volume sobre pecados capitais com ensaio de Updike.
26/01/95 - Updike presta seu tributo a Henry James: Falta humor à Memories of the Ford Administration. Realismo psicológico (review). Contraposição e superposição.
24/02/95 - Updike vê a história como um jogo obscuro: Review de Memories. Personagens típicos de Updike - passividade. Proust de novo. = Tolstói.
24/02/95 - Jim Harrison faz a crônica do deslocamento: Harrison descarta Updike.
12/03/95 - O lado escuro da Fulbright: Updike como bolsista da Fulbright.
18/03/95 - Nova montagem muda legendas e retira suportes: Updike visitou o MASP. Viu os Rafael ... empoleirados no cubículo de reserva.
24/03/95 - Clássico de Lévi-Strauss tem edição no país: Tristes Trópicos de Strauss inspirou Updike.
01/06/95 - Sally busca retrato sem pose: Foto de Updike sem pose.
05/06/95 - Inconsciência de classe: O sucesso de Updike, segundo Barbara Ehrenreich é a que a sua obra se atribui uma intenção política de generalizar a população americana como classe média.
11/06/95 - Famosos escrevem às namoradas: Poema de Updike à mulher brasileira.
30/07/95 - Assassinato de Kennedy destruiu nossa fé: Entrevista com DeLillo. Escritor importante como Updike.
13/08/95 - Invenções de brasilidade: O livro Brazil não trouxe qualquer contribuição nova ao repertório de visões que sobre nós têm os estrangeiros. Updike nos achou descontraídos.
16/08/95 - Whistler enaltece orgulho norte-americano: Updike fala do pintor americano Whistler.
25/08/95 - Discrição é motor dos livros de Louis Begley: Begley, colega de Updike, mestre em descrever situações banais. Tema de Updike: maravilhamento diante da vida, o louvor aos pequenos prazeres e descobertas impostos pelo mundo. Pessimista. Atrai simpatia. Comparação.
01/10/95 - Literatura; livros: Obra de Updike pose ser comprada por menos de R$1.
02/10/95 - Coluna Joyce Pascowitch: Márcio Souza representa o Brasil na edição especial do jornal italiano "Il Manifesto'.
31/10/95 - Velhos demônios: Conto Trust Me.
16/12/95 - Heróis de romance viram gente de verdade: Updike admira Raymond Queneau.
18/02/96 - Rui Barbosa; Updike; El Paseante; Psicanálise: Propaganda In the Beauty of the Lilies.
18/02/96 - 200 idéias para o ano 2000: Updike's idea for the year 2000.
25/02/96 - Reforma virá com edição histórica: Updike é comparado a Nabokov. Artista maior. Updike chamou Nabokov de o "incomparável destilador do inefável".
03/03/96 - O frio, o calor e o fim dos tempos: Updike escreve para a Folha e reitera a teoria de que o frio estimula a atividade intelectual.
03/03/96 - Noites brancas do universo hostil: Ensaio de Updike para a Folha.
03/03/96 - Quem é: Em a série dos Coelhos, Updike ironiza as obsessões comunistas dos americanos.
28/03/96 - Quem foi você; orgulhoso, mico, reconhecimento: Paulo Betti já foi bolsista da Fulbright como J. Updike.
04/04/96 - Paulo Coelho recebe condecoração na França: Paulo Coelho recebe a mesma condecoração que Updike já recebeu.
14/04/96 - Uma aventura literária pelas redes digitais e neuronais: Updike resenha o livro de Richard Powers para o 'The New Yorker'. Lado religioso e intensamente americano de Updike.
09/07/96 - Penguin é associada: Updike já foi publicado na Granta (americana).
02/08/96 - Novo canal de notícias atrai estrelas da Globo: Fala da entrevista de Paulo Francis com Updike recém feita e que vai ser apresentada na Globo News.
24/09/96 - Rio comemora centenário de Fitzgerald: Updike criticou a maneira como o biógrafo de Fitzgerald o tratou.
11/10/96 - O homem reduzido: Até Updike, que rivaliza com Roth como mestre supremo da língua americana e cronista das ambições sexuais, começa a soar um pouco como o bom burguês.
03/11/96 - _____?_______: Literatura pessimista de Updike.
10/11/96 - _____?_______: Updike é comparado a Proust em The Afterlife and Other Stories.
12/01/97 - Diários 1; Diários 2; Teatro 1 e 2; Updike ...: Updike publicou artigos sobre seus métodos de trabalho como escritor.
25/01/97 - O escritor que sobrou do Vietnã: Tim O'Brien é companheiro de golfe de Updike.
09/02/97 - Octavio Paz; Fotografia; Livraria Online; Tom Wolfe; Florbela Espanca; Revista: The Writer's Desk (tem Updike).
16/02/97 - Quem é: Begley e Updike.
08/03/97 - Morrer: Brodkey - trecho de seu livro cita Updike.
30/03/97 - Hungria quer laços mais fortes com o Brasil: Gõncz fala que traduziu Updike para o húngaro.
30/03/97 - Trechos: Gõncz traduziu Updike.
03/04/97 - Vazio leva Updike a escrever: Updike fala para a Folha sobre o processo da escrita.
03/04/97 - Updike começou como auxiliar de escritório: Biografia de Updike.
03/04/97 - Publicações de John Updike: Publicações.
04/04/97 - Livro mostra a oficina do escritor: Updike fotografado por Jill Kremetz.
04/04/97 - Autora alterna o retrato e o fotojornalismo: Updike fala sobre oficinas de escritores.
05/04/97 - Presidente da Hungria é escritor nascido do cárcere anticomunista: Arpád Gõncz traduziu Updike.
13/05/97 - Ang Lee resgata festival da mediocridade com The Ice Storm: Lee lembra Updike.
18/05/97 - Com 'Na Beleza dos Lírios', John Updike retoma a ficção da teologia protestante: Review In the Beauty of the Lilies.
18/05/97 - Uma sinfonia da dissolução: Review In the Beauty ...
18/05/97 - A obra: Ad In the Beauty ...
07/06/97 - Gotham Book, alma de NY, deve fechar: Updike comenta que Gotham Book virou um dos símbolos de NY.
14/06/97 - O amor nos tempos de 'The New Yorker': Updike ajudou a estabelecer a 'The New Yorker'.
14/04/97 - John Updike: Transcrição de Sr. e Sra. Maple.
22/06/97 - As feras na arena: Quando Updike escreve 2x sobre alguma coisa, dizem que ele tem um tema (Mailer).
22/06/97 - A tragédia grega de Philip Roth: Updike - grande rival platônico de Roth. Últimos romances de Roth e Updike têm semelhança.
22/06/97 - Eu sou um 'enfant terrible': Narrativa tradicional: Updike.
29/06/97 - As surpresas de Alice Munro: Updike escreve sobre Alice Munro.
18/09/97 - Festival cancela seleção São Paulo: Ice Storm e Updike.
12/10/97 - O gênio fora da garrafa: Updike grande escritor deste século. Review book DeLillo.
02/11/97 - Ana Cristina César; Updike; Anchieta; Encontro-livros: Ad Toward the End of Time.
18/12/97 - Feliz Natal para quem?: Updike fez lista dos 12 horrores de Natal.
28/12/97 - Quem é: Begley e Updike.
03/11/98 - A procura da felicidade
10/11/96 - Imagens da frustração cotidiana
31/01/98 - Richard Ford narra épico de vidas ordinárias na América: Em uma entrevista, a Folha perguntou se Frank Bascombe, personagem de Ford em Independência, poderia se tornar o protagonista de uma série de romances, como o Rabbit de Updike.
01/02/98 - O dia em que eu li o 'Manifesto': O Manifesto, Updike o leu nos anos 50. Leu com humor. "E não é à toa que Updike o tenha lido com humor."
08/03/98 - Coluna Joyce Pascowitch - Jangada: John Updike é convidado para festival literário em Parati, promovido pela editora inglesa Liz Calder.
15/03/98 - Livros indicados - Independência: Updike, Roth, Bellow e agora Ford são alguns dos mais importantes escritores americanos.
28/05/98 - 'América' é uma espiada entre a cortina de tequila: Coraghessan pode escrever como Updike.
14/08/98 - 'Ulisses' é o primeiro entre os 100 livros: Updike não está entre os 100 mais importantes livros de ficcão em língua inglesa publicados neste século.
27/09/98 - Por que não quer outro filho?
18/11/98 - Updike lança um quase-romance: Nestrovski escrve sobre Bech at Bay.
18/11/98 - Wolfe é favorito ao NBA
20/11/98 - Cotidiano irlandês ganha 49a NBA: Fala do NBA. Updike foi premiado 3x. Essa última vez foi pelo conjunto da obra. Em seu discurso humorado, defendeu a supremacia do livro sobre os meios tecnológicos.
07/12/98 - Uma ótima maneira de passar uma manhã em NY: Updike já se hospedou no Pickwick. Achou que o hotel seria um bom lugar para escrever seus contos da The New Yorker.
06/02/99 - McBrien revela um Porter frustrado: Updike sobre Porter.
14/03/99 - Batalha literária: Updike sobre Wolfe.
18/04/99 - O exílio em fragmentos: Updike comenta Nabokov.
09/05/99 - Margens da paranóia - Don DeLillo desce ao inferno da América em Submundo: Artigo sobre DeLillo. Fala que do ponto de vista de pensar o seu país, ele se integra à companhia de Na Beleza dos Lírios de Updike, que a seu modo é um romance social.
12/06/99 - Curto-circuito da mentira: Sontag diz que seus 1os contos ajudaram outros escritores: Updike ...
26/06/99 - O sexo absoluto: Updike escreve sobre Spell de Hollinghurst. Bernardo C. discorda.
05/08/99 - Janela para o mundo.
14/08/99 - Livro Lançamentos. Wilson exibe o sensual de tempos passados: O artigo fala da época de ouro da literatura deste século (Proust, Joyce, Kafka ...). "Pois, a despeito de suas qualidades, como John Updike, José Saramago e Martin Amis podem competir com essa turma?" Memórias do Condado de Hecate de Edmund Wilson (1946) chocou e um tribunal de NY proibiu a venda do livro por razões de obscenidade. O fato fez a crítica centrar demais a atenção no contexto realista da obra. Updike conta como o erotismo de "Memórias" o impressionou quando adolescente.
26/09/99 - Tudo é mentira.
18/12/99 - Alam pernambucana já publicou onze livros com este.
09/01/00 - Os dez +. Romance: Sobre a Fazenda.
15/01/00 - Colaboradores da The New Yorker relatam histórias e fofocas da revista.
06/02/00 - A revista inglesa 'Granta'traz em seu novo número doze histórias que têm o amor como tema.
12/02/00 - Versão de 'Hamlet' de Updike não é Shakespeare. Review de Gertrude and Claudius. Tradução.
27/02/00 - As aspas da tradução. Paulo Henriques Britto, um dos mais atuantes tradutores do país, responsável pelo "sotaque" brasileiro de Thomas Pynchon, John Updike, V. S. Naipaul e Salman Rushdie, fala sobre seu trabalho.
05/03/00 - Os dez +. Narrativa: Bech num Beco.
06/03/00 - The New Yorker faz 75 anos. Revista The New Yorker ainda mantém princípios. Updike é citado.
06/03/00 - John Updike escreve regularmente na The New Yorker há 40 anos.
11/03/00 - Escritor falou em programa de TV. Updike foi chamado de 'velho sem energia' por Tom Wolfe.
18/03/00 - Updike volta. Autor de "Coelho Corre" e "Bech is Back" fala à Folha sobre "Bech no Beco", que sai agora no Brasil.
18/03/00 - Updike em português.
18/03/00 - Bech vislumbra criador sombrio. Michiko Kakutani do The New York Times.
15/04/00 - Andre Deutsch morre.
27/04/00 - Destaques de romance: Bech no Beco.
O Estado de São Paulo
06/09/86 - "Os escritores falam a verdade." (Caderno de Programas e Leituras Jornal da Tarde - 3).
14/04/89 - Nolasco, Sônia. "O grande vício de John Updike, por ele mesmo." (Caderno 2, p. 10).
21/12/89 - "Auto-retrato de uma sensibilidade em evolução." (Caderno 2, p. 5).
25/10/90 - "John Updike, ironia e compaixão." (Caderno 2, p. 4).
26/02/92 - Piza, Daniel. "John Updike vem soltar seus coelhos." (Caderno 2, p. 1).
28/12/95 - Jazz é explicado em livro claro e inventivo: Updike é bom escritor e "explicador" de outro.
24/01/96 - O valor das coisas - caderno 2: Alguém (Francis?) voltou para casa depois de comprar 1 pôster, o último livro de Updike "Nos Lírios do Campo".
13/03/96 - Nova York por aí (Polygram): New Yorker meretrício. Francis vai deixar expirar sua assinatura. Quando houver alguma coisa legível, de Updike, é só comprar nas bancas.
27/03/96 - Para lembrar Jackie O.: O catálogo dos objetos de Jackie que vão à leilão teve a mesma tiragem do último romance de John Updike In the Beauty of the Lilies (8o lugar na lista dos mais vendidos do The New York Times).
31/03/96 - Filmes são mais radicais que telas: Updike sobre Warhol.
02/05/96 - Vidal e Updike: Vidal fala de Roger's Version, A month of Sundays, Couples.
16/05/96 - Nova York por aí: Virgindade é uma relíquia bárbara para nosso tempo - Diana - Updike.
17/05/96 - Chen Kaige faz alegoria sobre a China em 'A Vida por um Fio'- caderno 2: Propaganda do filme As Bruxas de Eastwick.
28/05/96 - Simon Schama faz palestra em SP - caderno 2: Bill Clinton já foi personagem do romancista John Updike em Memórias da Administração Ford.
27/06/96 - No Brasil, morte domina as conversas: "Anos atrás, num livro de John Updike, da trilogia Coelho, um de seus personagens afirma categoricamente: a morte abre espaço. Nenhuma novidade, porém, a frase é dura, crua. Só que a morte - no caso brasileiro - possui a capacidade brutal de purificar as biografias".
19/07/96 - Livre de pensar: John Updike desbravou seu país por completo.
22/08/96 - Baixinho só cresce em pesquisa: Na estória de Aldir Blanc, há uma confusão intencional. Pensa-se que os livros de John Updike Coelho Cresce, Coelho Corre são sobre Paulo Coelho. "Bom, cascata até certo ponto: que o nosso Coelho também corre, não há a menor dúvida".
12/09/96 - Nova York por aí: Francis fala que George Steiner resenhou Nos Lírios do Campo, no New Yorker. Está impressionado com o interesse de Updike por teologia, desde Roger's Version. Para quem não a conhece (a geografia física e moral da sociedade americana) Updike é irresistível. "Updike é o cronista da Middle America no século XX, e seu protestantismo da escola de Karl Barth, da predestinação num mundo de que Deus está ausente e ao qual é indiferente, dá à sua obra, no seu melhor, uma dimensão histórica ausente da ficção de seus contemporâneos e conterrâneos."
04/10/96 - Celebridades e costumes: O New Yorker, como o restante da mídia, mais e mais se concentra em celebridades, 'estilos de vida', e mundo cão. Tina Brown é responsável. William Hamilton, o cartunista, e John Updike são remanescentes do ancien régime. Quando irão para a guilhotina?
10/10/96 - Caderno 2 - Como viver e ser feliz lendo a obra de Marcel Proust
08/11/96 - Telejornal/ Updike escreve apenas para divertir leitor: Updike com forte veia tradicionalista. Review do The Afterlife and Other Stories.
04/12/96 - Caderno 2 - Descansando a vista: Matéria repetida na Folha de Londrina no dia 5 de dezembro de 1996.
26/12/96 - Nova York por aí: Updike elogia Fowler's. Matéria repetida na Folha de Londrina no dia 29 de dezembro de 1996.
02/01/97 - Caderno 2 - Paris e Nova York por aí: Matéria repetida Folha de Londrina no dia 5 de janeiro de 1997.
26/02/97 - EUA estão distantes de Deus, diz o autor: Review de In the Beauty of the Lilies.
11/04/97 - Eu quero meu cemildola: João Ubaldo Ribeiro diz que Updike escreve por dinheiro. Ele também mas ainda não pegou seu cemildola.
13/05/97 - Ice Storm fala de sexo e traição: O universo de John Updike reluz em Ice Storm que fala de sexo e traição. Detalhe: Ang Lee não se baseou em Corre, Coelho para fazer seu filme, mas em um livro de Rick Moody. A história se passa em 1973, um ano crucial para a história americana recente, quando explodiu o escândalo de Watergate, que levou à renúncia do ex-presidente Richard Nixon.
27/07/97 - Uma aristocracia da sensibilidade: Lendo o livro de Leila Perrone Moyses, Ana Miranda pôde entender um pouco mais os poderes sedutores literários de Updike (que dissimula seu interesse pela sedução).
13/09/97 - Paul Auster vive entre a literatura e o cinema: Em uma reportagem sobre Paul Auster, Carlos Graieb diz que ele se tornou um dos grandes nomes da literatura americana - um semelhante de John Updike, Philip Roth ou Thomas Pynchon.
14/12/97 - Gore Vidal diz que é sócio do time perdedor: o da ficção: Vidal se compara a Updike, ele cubo, Updike plano.
28/12/97 - Boas intenções em hora de promessas: Ler os livros que comprou, a série de 4 livros sobre o coelho de John Updike (releitura).
14/02/98 - Propaganda de Toward the End of Time (Serviço): Propaganda de Toward the End ...
28/03/98 - Vigilantes dos fatos: Reportagem sobre os fact checkers do The New Yorker. Updike é mencionado como ilustre colaborador. Só os veteranos da equipe têm sinal verde para lidar com ele.
02/04/98 - Onde foi parar esse demônio desse demônio?: Review In the Beauty ...
11/04/98 - Dustin Hoffman volta às telas em dose tripla: Dustin Hoffman diz que Hollywood mudou. No tempo dele, os heróis vinham da literatura, Norman Mailer, John Updike. Hoje, eles saem das telas: Quentin Tarantino, Steven Spielberg ...
19/04/98 - O sobrevivente Mario Vargas Llosa: Reportagem sobre Arpad Goncz que na prisão aprendeu inglês e traduziu Updike.
03/05/98 - Ausência de um gato: Escritores gostam de gatos. No escritório de John Updike havia no tapete.
05/06/98 - Updike e Mailer queimam Wolfe na fogueira das vaidades
10/10/98 - Matéria foi repetida no O Globo com nome diferente. Aqui era "Como viver e ser feliz lendo a obra de Marcel Proust". No O Globo, "Como ser feliz lendo Proust e sua busca no tempo". Matéria de Sérgio Augusto.
15/11/98 - Philip Roth retoma obra após 20 anos e ataca o falso idílio americano: Roth está de acordo com Updike: "escrever é um negócio sujo e a vergonha não é algo para escritores."
27/12/98 - Uma nova infância chega com o século 21: Em um artigo sobre os bebês do ano 2000, o repórter diz que se os bebês vão ser educados na língua cada vez mais cedo, isso não é garantia de que eles se tornarão um John Updike.
28/12/98 - Updike e Mailer criticam obra de Tom Wolfe: Para Updike, A Man in Full de Wolfe, não passa de um mero best seller.
09/01/99 - A tragédia do homem despreparado para a tragédia: John Updike é o único escritor a quem Philip Roth menciona com respeito. Roth abriu aspas para citar um trecho de um livro de Updike, uma descrição do órgão sexual feminino que, segundo Roth, não poderia ser mais perfeita, portanto nem tentaria. O artigo sobre Roth fala de Na Beleza dos Lírios (decadência do sonho americano). Este livro e a Pastoral Americana tratam do mesmo assunto e são contemporâneos.
13/02/99 - DeLillo usa estética de Eisenstein em novo romance: DeLillo saiu do clube dos pós-modernos, onde se encontra John Updike. Poetas não lidos.
06/03/99 - O homem que aprofundou o panorama das memórias: Influência de Jorge Luís Borges sobre Updike. Profunda e duradoura.
19/03/99 - Chega às lojas o 'Orfeu' que Caetano fez para Diegues: John Updike diz que escreveu o romance Brazil inspirado no trabalho do francês Marcel Camus "Orfeu do Carnaval". O filme e o livro são ruins.
17/04/99 - França reorganiza seus contos e poemas: Influência de Jorge Luís Borges sobre Updike.
22/05/99 - O mito Rushdie ataca a cultura das celebridades: Em uma reportagem sobre Salman Rushdie, escritor iraniano, cita-se John Updike que, ao contrário de Rushdie não mata tempo com David Byrne. Rushdie é autor de Os Versos Satânicos.
05/06/99 - Wolfe quer saber por que Updike está ressuscitando para atacar seu livro.
11/07/99 - Um grande Bergman invade a madrugada da Band: Filme - As Bruxas de Eastwick.
18/07/99 - Quando Tristão conheceu Isolda ...: (tradução) Artigo sobre o amor romântico. "John Updike, nosso intrépido explorador das ilusões amorosas, poderia ser o herdeiro americano de Proust, tanto na precisão poética de seu estilo quanto em seu fascínio pela paixão erótica. As preocupações de Updike trazem à mente a questão levantada por Rougemont: sem o adultério, o que aconteceria com a escrita imaginativa?"
29/07/99 - O seco e o suculento: O estilo de Updike não é seco, é suculento, seguindo a linha de Fitzgerald. É a melhor literatura americana, apesar do seu risco constante de overpreciosismo, ou de se afogar no próprio suco.
22/08/99 - Como a CIA patrocinou o surgimento do pós-moderno: O livro de John Updike, Bech, é o que melhor captou a atmosfera: o radical e inconseqüente escritor americano vaga, em turnês culturais por uma Europa dividida, um espectro da CIA de um lado, um apparatchik do Partido Comunista de outro, procurando verdade, amor, literatura, decência, o cheiro de independência e da liberdade e talvez apenas um pouquinho de ironia. (A CIA inocentemente financiou muita opinião radical, antiamericana, assim como era uma experimental das artes inteiramente nova). John Updike patrocinou, talvez sem saber, junto com Bellow, Mailer, etc, um ressurgimento americano. A CIA foi, por assim dizer, a promotora do pós modernismo, a inventora de uma nova cultura (rel. Fulbright).
23/08/99 - 'Talk' torna-se o hype jornalístico nos EUA: Tina mistura o glamour do mundo das celebridades com respeitosos ensaios assinados por nomes como Updike, Mailer e Eco.
23/08/99 - 'Zoetrope' dá oportunidade a iniciantes: A Esquire, ao contrário da Zoetrope, prefere nomes consagrados como Mailer e Updike.
18/09/99 - King, quem diria, ultrapassou o simples terror.
03/10/99 - John Updike explora a própria versatilidade. Em 'More Matter', ele vai das resenhas aos ensaios, dos livros às relações entre os sexos.
17/10/99 - Serão os biógrafos 'uma doença da literatura'?
24/10/99 - Leituras no mundo. More Matter.
06/11/99 - A última punição de Ezra Pound.
22/01/00 - Updike desculpa-se por seu narcisismo metódico.
17/02/00 - Uma lágrima por Charles Schulz.
03/03/00 - Irving jogou lenha na fogueira das vaidades literárias.
19/03/00 - Uma imagem do Woody Allen escritor.
02/04/00 - Cinco momentos de Bech, o fracassado Prêmio Nobel.
09/04/00 - Leituras no mundo. The New Yorker publica conto de Updike tendo como palco a cidade de Nova York.
07/05/00 - Leituras no mundo. Gertrude and Claudius.
14/05/00 - Todos dizem "ILOVEYOU".
04/06/00 - Gertrude and Claudius.
17/06/00 - Couri, Norma. Literaturas contam histórias de duas Américas.
02/08/00 - 'Questão de Gosto' reúne textos de Daniel Piza.
09/09/2000 - Philip Roth e o medo do Macarthismo
15/10/2000 - Eu amo este país. Eu o odeio.
05/11/2000 - Ser ou não ser
12/11/2000 - Achados e perdidos de um americano em Paris
23/11/2000 - A seita do clone sagrado
02/12/2000 - Encontro e adeus habitam novo livro de Begley
09/12/2000 - Autor retoma melhor personagem em novo livro
09/12/2000 - Um mergulho na vida comum dos americanos
09/12/2000 - Para Updike, escrever é uma experiência religiosa
10/12/2000 - O sonho americano de Wolfe em versão rabugenta
23/12/2000 - Margaret Atwood domina os feitiços da escrita
07/01/2001 - Uma receita para formar amantes da literatura
03/02/2001 - A vida difícil de um autor em turnê
17/02/2001 - J. D. Salinger ressurge em documentário inédito
25/02/2001 - A arte cerebral e econômica de dame Muriel Spark
24/03/2001 - Erica Jong estabelece o "Paradoxo de Hillary"
03/05/2001 - A Essência da Paixão" estréia em SP
04/05/2001 - O duro retrato de uma dama em decadência
12/05/2001- Uma polêmica literária que o vento há de levar
09/06/2001 - "Brazil", de Updike, é o livro do mês nos EUA
17/06/2001 - O mundo deslocado de Martin Amis
24/06/2001 - Quando o escritor só tem direito de apanhar
Veja
19/02/69 - A religião do sexo contada por Updike. Review de Couples.
05/10/73 - Amor ao quadrado. Review de Marry Me.
10/11/93 - Rosário de deboches: Vidal fala de Updike.
12/06/96 - Talento tardio: Updike, autor consagrado.
18/06/97 - Gente comum: Updike sobre Tyler.
20/08/97 - Espasmos literários
21/01/98 - Vigor moral: Updike é o romancista da classe média.
11/02/98 - Talento realista: Richard Ford com Independência tornou-se candidato ao posto de grande romancista do cotidiano prosaico, posição há muito ocupada por Updike, criador do Coelho.
28/10/98 - Sem balangandãs: Artigo sobre a literatura brasileira no exterior, como nossos romances e autores estão ficando mais conhecidos. Updike aprecia Rubem Fonseca e Machado e diz que este tem a clareza e a precisão dos clássicos.
23/12/98 - Queda da bastilha: John Updike pertence à tradição realista que expressa grande desilusão com relação ao modo de vida americano.
17/02/99 - Os dublinenses: Artigo sobre Banville (Irish). Para o crítico George Steiner, ele é nada menos que "o escritor mais inteligente e cheio de estilo na língua inglesa hoje em dia, ao lado de Updike.
07/04/99 - Radical e chique: Updike criticou Um Homem por Inteiro de Tom Wolfe. Entrevista com Wolfe.
02/06/99 - Divertido, desigual e superficial - assim é o novo romance do americano Tom Wolfe.
Folha de Londrina
05/12/96 - Folha 2 - Descansando a vista: Updike em relação ao The New Yorker. Francis cortou a assinatura por causa da Tina.
29/12/96 - Folha 2 - Nova York por aí: Updike escreve um louvor ao Fowler's.
05/01/97 - Folha 2 - Paris e Nova York por aí: Karl Barth faz a cabeça de Updike (A Month of Sundays).
13/05/97 - Folha 2 - Nem tudo é tão belo assim: Ice Storm de Ang Lee tem relação com os Rabbits.
11/01/98 - Folha 2 - Jota. Um traço de prestígio: David Levine do The New York Review of Books ilustrou Updike.
20/11/98 - Folha 2. NBA consagra desconhecidos: Updike já recebeu por The Centaur e Rabbit is Rich. Agora mais um pela contribuição às Letras Americanas.
28/12/98 - Informática. Updike escreveu o primeiro capítulo de um romance na Internet
22/03/99 - Folha 2 - Social Costa Oeste: Updike sobre Wolfe.
13/05/99 - Folha 2 - Rudshie critica o culto ao rock: Rudshie criitca o culto ao rock.
11/07/99 - Filmes na TV. Unidos pela magia: Folha 2 - apresentação das Bruxas de Eastwick.
22/08/99 - Folha 2 - Literatura. Wilson: o crítico exposto à crítica.
O Globo
12/07/87 - Nascimento, Esdras do. "Tédio por computador", p. 11.
---/---/98 - Como ser feliz lendo Proust e sua busca no tempo: Updike elogiou o livro "How Proust can change your life" na New Yorker.
28/04/98 - Canal aberto - Maria Lúcia Rangel: Globo News - Festival Milênio. Reprise de 4 a 30 de maio.
02/11/98 - Lucas Mendes - Central de Besteiras: Repórter que é notícia. No Museu de Arte Moderna em NY, estava Updike. Seguia a exposição, pedida uma entrevista, se desculpou: "Vai ser difícil dar conta de toda a exposição antes do meu próximo compromisso. Mas é bom encontrar brasileiros, que país magnífico!"
18/11/98 - Mickey Mouse nasceu sem sapatos e sem classe: Updike observou que como Mickey, a América tem sangue negro em suas veias.
20/02/99 - Munição renovada com uma pontaria de mestre: Veríssimo é fã de Saul bellow, John Updike e Philip Roth.
06/08/99 - Um álbum para Nadar: Updike assina posfácio (cult) do livro de Pedro Vasquez sobre o fotógrafo Nadar.
06/04/00 - Bienal de São Paulo quer repetir sucesso carioca.
Isto É
09/04/97 - Inútil ilusão. Updike traça intenso painel da história americana: Review de In the Beauty of the Lilies.
02/06/99 - Raio X da América: Comentário adverso ao de Updike sobre Wolfe.
Manchete
14/03/92 - Cavalcanti, Denise. "John Updike Coelho fala." Revista Manchete no 2084, pp. 98-99.
Leia
--/11/89 - Fonseca, Vera. "O americano tranquilo." Entrevista Revista Leia, pp. 3-8.
O Estado (Santa Catarina)
15/03/92 - Updike e as letras da América Latina
Diário Catarinense
07/03/92 - Um arauto americano
Época
22/11/98 - Notícias. Cultura. Mickey Mouse faz 70 anos.: Updike publicou em 1991 um ensaio sobre Mickey.
Jornal do Commercio - Recife
09/05/99 - Romance maldito. Escritor indiano Salman Rushdie luta para levar uma vida normal. Por Carla Power da Newsweek
Esfera - Revista de Cultura Online
04/03/99 - John Updike (2x): Artigo sobre Updike. Bruxas de Eastwick e Coelho Corre. Conhecimento enciclopédico. Traz biografia. "Curiosamente, ele não é tão famoso como deveria, considerando que ganhou muitos prêmios por seus contos, 2 prêmios Pulitzer, 3 prêmios do National Book Critics Circle, vários outros prêmios literários pelos seus romances." Nós podemos nos identificar com Rabbit, um homem comum. "John Updike é um dos melhores escritores norte-aemricanos. Ele escreve com inteligência, humor, honestidade e compaixão sobre pessoas e questões que têm importância para todos nós. Ler suas histórias é descobrir o que existe de melhor na literatura." Updike inicia a série desta revista que é uma espécie de cópia da publicação digital da Book Reporter americana.
Jornal da Tarde
30/04/70 - Lisboa, Luís Carlos. "Os dois Updike: o real e o escritor."
31/07/76 - Lorezada Filho, O. C. "Receita de best-seller. Testada."
25/02/78 - Brait, Beth. "Updike, sem casais trocados."
20/01/79 - Towers, Robert. "Updike descobre a África."
07/07/79 - Cara, Salete de Almeida. "Um exercício de humor ou um recado decididamente maldoso?"
03/12/82 - Lajolo, Marisa. "Catatau por catatau, fique com Llosa".
Updike's Books Translated into Portuguese
By Year of Publication
Updike, John. Couples (Casais Trocados). Record: Rio de Janeiro, 1969. Couples had a second edition in Brazil, a pocket edition.
Updike, John. Rabbit, Run (Corre, Coelho). Record: Rio de Janeiro, 1973. Rabbit, Run had another edition in 1992, when the four Rabbit novels were published together on the occasion of Updike's visit to Brazil and the publishing house was Companhia das Letras, not Record anymore. The Portuguese title changed, it became Coelho Corre.
Updike, John. The Centaur (O Centauro). Record: Rio de Janeiro, 1973.
Updike, John. A Month of Sundays (Um Mês Só de Domingos). Record: Rio de Janeiro, 1974.
Updike, John. Marry Me (Case Comigo). Record: Rio de Janeiro, 1977.
Updike, John. The Coup (O Golpe). Nova Fronteira: Rio de Janeiro, 1979. The Coup had a second edition with a different publishing house: Nova Cultural: São Paulo, 1988. Now in a third edition.
Updike, John. Rabbit is Rich (O Coelho Está Rico). Nova Fronteira: Rio de Janeiro, 1982. Rabbit is Rich, just like Rabbit, Run had another edition in 1992. The Portuguese title changed, it became Coelho Cresce.
Updike, John. The Witches of Eastwick (O Sabá das Feiticeiras). Trans. Aulyde Soares Rodrigues. Rocco: Rio de Janeiro, 1985.
Updike, John. Roger's Version (Pai-Nosso Computador). Trans. Alfredo Barcellos. Rocco: Rio de Janeiro, 1987.
Updike, John. Trust Me (Confie em Mim). Trans. Aulyde Soares Rodrigues. Rocco: Rio de Janeiro, 1988.
Updike, John. S. (S.). Trans. Lia Wyler. Rocco: Rio de Janeiro, 1989.
Updike, John. Self-Consciousness (Consciência à Flor da Pele). Trans. José Antonio Arantes. Companhia das Letras: São Paulo, 1989.
Updike, John. Hugging the Shore (Bem Perto da Costa). Trans. Carlos Afonso Malferrari. Companhia das Letras: São Paulo, 1991. Not all the essays in the book were published.
Updike, John. Rabbit Redux (Coelho em crise). Companhia das Letras: São Paulo, 1992.
Updike, John. Rabbit at Rest (Coelho cai). Companhia das Letras: São Paulo, 1992.
Updike, John. Brazil (Brazil). Trans. Marcos Santarrita. Companhia das Letras: São Paulo, 1994.
Updike, John. Memories of the Ford Administration (Memórias em Branco). Trans. Paulo Henriques Britto. Companhia das Letras: São Paulo, 1995.
Updike, John. The Afterlife and Other Stories (Uma Outra Vida). Trans. José Antonio Arantes. Companhia das Letras: São Paulo, 1996.
Updike, John. In the Beauty of the Lilies (Na Beleza dos Lírios). Companhia das Letras: São Paulo, 1997.
Updike, John. Of the farm (Sobre a Fazenda). Trans. André Cardoso. Imago: Rio de Janeiro, 1999.
Updike, John. Bech at Bay (Bech no Beco). Trans. Paulo Henriques Britto. Companhia das Letras: São Paulo, 2000. Not all the short stories in the book were published.
Comentários
This paper discusses Carla Ferreira's Updike research on the way toward her doctoral degree at the University of Sao Paulo in Brazil.
1 September 2000
The paper I presented in SENAPULLI was the result of the research I did when I wrote my dissertation for my Master and of the readings I have been doing for my PhD--even though now I'm working on Brazil and not on Rabbit novels anymore. I try to show that the apparent antagonism which stressed identification between father and son is built into the sequence. More than by the internal order of the text (characterization and narrator type) or by the use of psychological elements, it is the historical determination that their family went through that is responsible for the relationship of repetition between those characters. An analysis like this may reinforce the statement that Updike has presented a portrait of America in Rabbit novels. Furthermore, it shows that portrait is better understood if those external elements are considered. In the tetralogy the father and son's relationship is developed in four decades in a movement of antagonism and identification - a result of important changes their family experienced both as micro and macro environment.
Therefore the purpose of this study is to point that a political analysis of the novels gives us the possibility of a more comprehensive interpretation of that tetralogy work.
Here it is the Portuguese version. The English title is: FATHER-SON: ANTAGONISM AND IDENTIFICATION IN JOHN UPDIKE'S TETRALOGY - AN HISTORICAL VIEW.
PAI - FILHO: ANTAGONISMO E IDENTIFICAÇÃO NA TETRALOGIA DE JOHN UPDIKE - UMA PERSPECTIVA HISTÓRICA
By Carla Alexandra FERREIRA (FAM- Faculdade de Americana) e USP (pós-graduação)
John Updike nasceu em Shillington, Pennsylvania, em 1932. Graduou-se por Harvard e, na condição de bolsista estudou na Ruskin School of Drawing and fine Arts em Oxford. Desde muito cedo, começou a escrever criando, assim, uma obra bastante vasta e diversificada - romance, poesia, contos e crítica literária. Isto lhe conferiu, e ainda confere, prêmios como o Pulitzer Prize e muita atenção por parte da crítica e de seus leitores.
Na extensa obra deste escritor (ele vem escrevendo quase que um trabalho por ano), os romances têm ocupado lugar de destaque, por sua riqueza estilística e pela escolha de seus temas. Num momento em que a América fornece ao escritor uma grande gama de assuntos, seus romances concentram-se no indivíduo de classe média, apresentando o cotidiano do mundo real e histórico-social por meio de suas personagens, principalmente. Assim como alguns de seus contemporâneos como Salinger, Cheever, Phillip Roth e Ralph Ellison, John Updike se preocupa com a inquietação urbana moderna e com um vazio religioso que o indivíduo enfrenta diante do consumismo incorporado à sociedade norte-americana no período pós-guerra (anos 50 aos anos 70 e pós-moderno).
Neste quadro, a tetralogia 'Rabbit' é considerada sua obra-prima por trabalhar com maestria essas preocupações de Updike. Rabbit, o protagonista dos quatro romances, é unanimente considerado um ícone do homem norte-americano contemporâneo.
A maioria da crítica de John Updike tem estudado os quatro romances da série tanto separadamente como no todo. A proposta aqui é a de se verificar os romances enquanto seqüência, mostrando que, no caso dessa obra, essa postura faz diferença. No estudo do conjunto, têm-se uma visão mais abrangente do desenv